O Homem desceu a rua e encontrou-se com um diabo disfarçado de diabo diabólico. Enquanto permanecia a levitar no canto superior esquerdo do écran, o sarrabisco [?] azul começava a decompor-se em pequenos filamentos de outra cor indefinível. Deixou para trás a casa desordenada, quase em ruínas de cor, e uma mulher branca de morte em aconchegos lascivos e sombrios. Não mão transportava um envelope também de cor indefinível, quase enegrecido pelo suor e pelo seu conteúdo malcheiroso. Tropeçou no paralelo da esquina, fez um dói-dói (“puta que pariu tanta dor!”) e um gato lambeu-lhe o sangue com sagacidade vampirina (“Ah, ah, ah! Eu chupo-te o sangue com os bigodes enquanto ronrono!”). Em Novembro acontecem estas coisas. E, por incrível que pareça, por muito inimaginável que seja, às vezes, até chove.
14.06.2004