Quando acorda esconde o semblante numa toalha molhada. Deixa-se cair com violência na cama de pedra extrema. Depois fica azul de temor. À noite veste uma túnica sem cor. Absorve a luz com a pele escondida. Atravessa paredes desiludidas. Nas mãos, segura papeladas como flores a sério, verdadeiras, vivas… (
só não as rega da mesma maneira).
Heróis do paraíso da carne humedecida. Tenebrosos elogios que arrepiam os cabelos gelificados.
(Acontece lá dentro).
Quando chega o Outono, cai com as folhas. Protege-se do vento com plumas e coisas do género. Quando morre na ausência, esquece toda a tristeza de casa ao lado. Da vizinha sem filhos, entregue ainda à mãe, como uma desgraça que não anda de bebé. Disse… “adeus”… “adeus”… ”adeus”… “adeus”…”adeus”.