15.1.14

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Uma colher para mim, outra para ti. Perfumes. Tu és invisível e eu não. Eu sou corpo. Tu és um fantasma que brilha no escuro. Quantos dias precisas para ler isto tudo? Quantas mãos tens? Agora é tarde. Temos de fechar os olhos e dormir tudo... sonhar só um pouco. Nem que seja na hora de ponta de pesadelos entre as 5 e as 6 da manhã. Tenho a letra apressada, não sei porquê. Talvez tenha saudade de qualquer coisa. Talvez de um tempo. Não me parece que o espaço seja importante para estes dias. Skip Spence - Oar (1969)