8.1.14

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Se o tempo parasse agora mesmo, sem que eu parasse também, poderia inventar um novo mundo, acabar todas estas ideias e aparecer com elas já feitas, como se viessem do nada. Seriam momentos suspensos, uma janela parada, uma fotografia, e eu continuaria a ser um corpo a respirar, a escrever tudo, cheio de música na boca, como se não houvesse tempo algum a perder, mesmo sabendo que ele não se perderia. Assim, com todo esse super-poder, teria a benção de escrever a última música e as últimas palavras. Depois deixava-a sem repetição no infinito. Fridge - The Sun (2007)