Começo hoje a perceber o tempo: tanto, elástico, perdido. O relógio atrasa-se cerca de 25 minutos. Deixa de ser tempo para ser só ponteiros de coisa nenhuma. Às vezes, é apenas um som, um tic-tac muito baixinho que apenas se ouve quando a noite é quase toda silêncio. Será que o tempo pára? Será que alguma vez parou? E se parasse, e parasse tudo, será que alguém daria por ela? Imagine-se isso só por cinco minutos. Páro no momento em que escrevo isto e continuo sem interrupção, mesmo agora, outra vez, e tudo é contínuo como sempre.
Stars of the Lid - And Their Refinement of the Decline (2007)