4.4.07

1p. Tenho a janela para a escrita e o ruído
suficiente para despertar fantasmas e outras
coisas estranhas que desconheço.
Imagino a plataforma guttapercha e preparo
a ansiedade para isso... vejo cores, grafismos,
protótipos destrutivos; desfaço-me de sons
abstractosque pairam no meu imaginário.
Enquanto isso...
não existem pessoas à porta, não há cartas
na caixa de correio (real e ficcionada), não há
telefones com notícias boas... resta apenas
uma luz e uma fuga para a arte dos perdidos
(o piano está desafinado, não o harmónio...)
possuo a alma do 'fantôme', guardo-a
'acidosamente' (?) no frigorífico estragado
no meu sotão... o mesmo sotão da bateria
de plástico, destruída, com sabor a vinho do
porto.