Um outro encontro: uma quebra de ideias para um
outro futuro a respirar telas monocromáticas.
O jornal maldito traz uma sombra histriónica com ele:
um movimento desconchavado a atirar-se para
o nevoeiro dos dias.
(não há nevoeiro... há sol)
As palavras ditas por outro reduziram-se a uma
insignificância abrupta. Foram guardadas numa
carapaça de tartaruga, numa concha de caracol,
num caixão aberto. Depois, o tocar-lhes fez-se
cegueira intermitente... e eu, no último
reduto do suportável, atiro-me diante do
precipício sem pára-quedas, à espera de umas
outras asas que nasçam durante a queda.
(não existe)
Somos quebradiços como esculturas de barro
feitas à pressa, mergulhadas em cores falsas.
Desfazemo-nos em pó se for preciso...
enegrecemos, choramos lágrimas que nunca se evaporam
e se guardam nas mãos suadas.
(tanta imensidão)
Despedi-me hoje desse passado.