Cidade do pó. Uma outra paragem eterna.
Sorrisos, sorrisos, sorrisos.
Um outro amor silencioso guardado
para a lágrima seca da despedida.
(faltam-me palavras)
Uma memória doce é uma outra carruagem
abandonada na linha férrea dourada.
Dentro, um fantasma a reclamar aviões de papel
E fugas policiais para um outro comboio
Rumo à Lua.
(telefonemas matutinos)
Uma voz tão diferente da minha música
a adiar conversas feitas de pausas e sons abstractos
imaginados para um teatro de marionetas.
As mentiras colam-se a uma outra frase
de desespero ao não poder ficar aqui,
na constante sobrevivência nas trevas
sem ópios
nem tesouros de outros.
É uma despedida.
Uma despedida lenta.