8.10.05

sonho com pelicano

Sonhos com pelicano. Dois objectos-boia foram atirados ao Tamisa e a corrente recusa-se em os transportar. O pelicano alimenta-se de outros pelicanos. A vida em cativeiro não o ensinou a pescar. Espera. Agarra um peixe morto e descobre com facilidade a fertilidade das águas. Os barcos flutuam sem tocar o líquido castanho. Sobrevivem no cinzento sem estrutura física de amêndoa. Acordo do sonho com pelicano e observo os pés contra-luz. Fotografo-os. Ao fundo, na janela, o quase-castanho das árvores é a verdade dos tijolos das casas. Os ruídos vão-se aproximando do acordar-pelicano. O ruído incomoda neste vai-e-vem de palavras sem jeito. E o pelicano abre as asas ao sol. Repousa nas águas e abre o rio (?). Estica a perna em pose flamingo e diz bons dias à claridade do silêncio. Gosta de flamingos. A cor não importa. A mariquice do rosa pode ser um bom disfarce para se camuflar.