(Re)Volto a escrever passado algum tempo. Depois de ter visitado o futuro numa viagem fugaz endoidecido pela liberdade. Depois de ter decidido ser livre como um Pacheco, velho, isolado num quarto. Depois de ter fechado definitivamente a porta de um armário de fantasmas.
Poderia também escrever um pequeno filme sobre o 11 de Setembro. Para isso teria de sangrar abundantemente dando vida às palavras e às impressões digitais que percorrem o papel. A viagem está marcada. É uma ânsia de liberdade, acima de tudo. Uma ânsia de poder ser mais do que a nascença nos dá: uma pobreza geográfica de alma. Retenho nos meus ilustres dias do último verão a descrição perfeita de Natália Correia, a Madona: “esplanadas suspensas da Babilónia”. Que delícia… o prazer da leitura não é nada à beira disto. Mesmo nada. Começo um diário ou não? (um diário para um romance…)