17.7.05

cinema

Encontro-te numa encruzilhada de afectos, entre monotonias de tempos reencontrados. Encontro-te num planar de árvores e automóveis com pressa para o futuro da urbanidade decadente. Somos nós, por muito que nos abracem… Esboçamos na tela cinematográfica as impressões digitais do nosso filme e discutimos em horas tardias a divinização oriental dos iguais. Caminhamos em sentidos contrários até nos encontrarmos no topo da esfera. Sorris (e sonhamos com isso). O nosso encontro é feito de traços invulgares… não nos é dada nenhuma pista senão através da rodagem cinematográfica. Lê-mos os estranhos e pernoitamos em sonho-espiral. Deixemo-nos levar… [ainda que seja para a nossa separação].