2.6.05

parto sem raíz

Vejo o tempo passar sobre mim, sem doçura, e parto sem raiz. Deixo-me atravessar pelo ruído da máquina, pela manhã, e recordo os sonhos de ontem, vestígio a vestígio. Não me canso. Engordo com pequenas recordações e deixo-me levar com suavidade.

Sou um estranho, um estrangeiro. Ninguém me conhece. Observam-me… Nada em mim encontram. Saio do mundo pequeno. Tenho sono de casa.