Ao armário faltava-lhe uma dose de nicotina para poder abrir e fechar as portas. E libertar tinta escura de dentro. Como um polvo. Portas queimadas pelo desespero imóvel. Desobedientes carcaças de medo. As crianças divertem-se ao vê-lo ficar tenso, nervoso, e prestes a ter um colapso incontrolável. Se fosse um espelho reflectiria máscaras estáticas e embaciaria com o respirar desprevenido de fumo. E filtraria impurezas escondidas bem lá no fundo…
À espera do médico… para nada: “não tens nenhum problema na coluna cervical”