26.11.04

no café curto

Que figuras… Quem vence no caminho para a alta-roda da vida para a morte. Uma sala fechada. Cheia de palavras balofas. Cheia de mentes vazias. Entregues ao culto do nada.
Ao lado… num pequeno café curto… as conversas próprias de um café… A pensar nas figuras que lá ficaram… pensando nestas… renovadas pelo espaço que habitam. Pela velhice de um Cesariny… no café… na verdadeira solidão compartilhada. E lá fora… é tudo irreal. Onde pertences? Àquele espaço fechado ou a este completamente aberto? Onde as conversas, pela sua simplicidade, se tornam interessantes; Onde as verdadeiras amizades se manifestam; Onde se contam histórias verdadeiras e não aquelas dos artificiais tribunais?
Há crianças que conversam… Há velhotes que desconversam… Onde um estranho se sente bem. Porque nada nos aproxima. Resume-se a diferença.
(Lá dentro, sinto-me mal, asfixiado pelas incoerências do esquisito)
(Lá dentro… as almas contorcem-se por um prazer de desconstrução)
(Estou tão longe)