A rapariga com uma cobra de borracha à volta do pescoço, desfila vaidosa pelas ruas apinhadas de gente. Sorri, imaginando-se adulta, com uma verdadeira, viva e peçonhenta a percorrer-lhe todo o seu corpo, inclusivamente as suas partes íntimas. E desfila pacientemente contra o tempo e contra todas as tristezas da sua imaginação. Já insinuava uma forma tortuosa de andar…
Transparências humanas.