Naquela noite abraçaram o silêncio sem medos nem receios. Escolheram o azul como plano de fundo e acenderam as velas do desconhecido. Nada iria acontecer…
Enquanto caminhavam levemente pelos corredores do edifício sombrio, o corpo transformava-se, contrariando todas as expectativas. Os lábios negavam-se fechados e o nervoso agitava os pensamentos…
…
[A borboleta esvoaçou livremente, deixando um rasto banhado em lágrimas reluzentes. E, à medida que penetrava na escuridão do espaço, tudo parecia acordar verdadeiramente. O bater de asas invisível acolheu o silêncio e perdeu-se numa infinidade de prazer]
Acordaram já noutro planeta e verificaram que o “airbag” não tinha funcionado no momento da queda. Também não seria necessário, o espectáculo seria fantástico na mesma… apenas teria abafado os gritos!