lentidão triste, sem tocar no infinito dos céus. Tudo se tornaria
urgente. Tudo se haveria de perder nas conversas de sexta-feira,
inconsequentes, tingidas de uma cor de quem espera fechar os olhos
para ouvir as águas negras e as árvores do outro lado do rio que
adormecem no escuro da cidade, como se todas as luzes se concentrassem
numa só, uma estrela artificial a viajar na noite.
4.9.2010
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