A primeira vez que ouvi falar no FMI foi no secundário, numa área
escolar errada. Só ouvi falar no verdadeiro FMI, o do José Mário
Branco, muito mais tarde, quando um
gira-discos era o nosso objecto preferido do café na ponte. Aconteceu
de facto muito tarde. Mas aconteceu. De vez em quando ouço-o e tenho a
certeza que sempre que o faço escuto de uma maneira diferente e me
torno uma pessoa diferente. É precisamente disto que se fala (entre
muitas outras coisas) numa entrevista ao Bairro Alto da RTP2, que vale
muito a pena ver e rever. Estes músicos, José Mário, Godinho,
Fausto... são como pais nossos e as palavras deles valem ouro. Ainda
hoje me busco todo no Pano-Cru (e na maravilhosa 2andar direito,
sempre tão verdadeira, sempre tão presente) e no Despertar dos
Alquimistas.