Ainda agora vi novamente a mulher asiática. Numa hora diferente da que é costume. Numa outra rua perpendicular. Ao fim da tarde. A andar para trás, obviamente. Desta vez num exercício diferente. Depois, com as mãos entrelaçadas atrás das costas.
De tarde vi uma mulher na ronda dos 40 ser atropelada. Vi não, ouvi. Quando vi já ela se tinha levantado. Visivelmente assustada, a dizer que não era nada e que estava bem. O homem conduzia uma carrinha de supermercado. Um camiãozito. Saiu ele também assustado para a ajudar. Ela já estava no passeio quando ele lhe tocou. Ela repetia que estava bem. O atropelo foi vagaroso, mas violento. A mulher atravessava a passadeira.