Um dos homens atravessa a estrada. Senta-se. Abre a boca para respirar fundo. O outro já se encontra sentado. Tem um computador à frente. O discurso acontece na formação de um rio. Corre de um lado para o outro. De um lado as águas são calmas, mas quando passa debaixo da ponte há algo que se transforma. Do outro as águas são revoltas, espumosas e talvez demorem uma temporada inteira até se deitarem nas pedras sem tanta violência. A conversa é pouco audível à distância, mas dá para perceber que o homem com um computador à frente arruma o que interessa e envia o resto para a reciclagem.