7.1.11

Saio da loja do cidadão. Saio um quase-cidadão. Serei cidadão em Londres, quando for ao consulado, depois de receber uma carta com um código secreto. Terei uma fotografia. Dei-lhes duas impressões digitais, uma de cada indicador, e deixei uma expressão de surpresa à funcionária quando lhe disse, por puro acaso, que os ingleses não possuem BI. Atravesso a cidade de Braga e vou até à fnac. Vou porque quero saber o que têm em montra. O costume. Anunciam "preços mínimos fnac", uma treta. Tudo é caro e o catálogo é pobre. Encontros discos que me custaram £3 e que aqui custam para cima de 20 euros. O preço dos livros é um livro. Por isso dá-me gosto andar com o tiracolo da fopp - apenas uma onomatopeia aqui - e dar 0,95 euros por um poemário de 2010 do cesariny. Sento-me.