19.5.10

há quanto tempo não escrevo... obedeço a uma distância das almas negras que me atiram espinhos e guelras às vozes que tenho cá dentro. não sou mais um peixe. sou uma coisa. tenho figuras de barro a destruirem sonhos perdidos. sou uma peça de arte. uma sentença. um pórtico que se quebra no espaço vazio. é isto que escrevo passado tanto tempo de caneta seca.