Tenho acordado sempre assim: meio sonâmbulo.
As palavras morrem mudas; nem gestos, nem sons,
sei lá, tipo assobios de contente (ou triste)
uma ideia de desopilar para um outro lugar qualquer,
longe desta casa solitária perdida
no excessivo planeamento urbanístico londrino
(uma palavra nova = uma energia renovada)
O pó da cidade é-me também triste, uma nuvem
cinzenta maior do que esta, uma resposta
e um sinal que não vêm, não respiram, não
ensurdecem estes demónios que me perseguem
numa sexta-feira treze constante.
(...)