Era uma vez um rato. Pequeno, pequenino,
atropelado brutalmente por um pontapé
de cozinha. À terceira foi-se... ficou a esticar
o pernil de olhos revirados e a minha culpa a ficar balofa.
Andava meio perdido pelos cantos a desafiar-me
para uma suecada.
Mas instintos do poder (do mais fraco sobre o mais fraco ainda)
indicaram o crime violento e premeditado.
Pequeno, pequenino...
Ainda com espamosinhos no relvado do estádio das traseiras,
sufocado pela terra: morte santa.
Sou um criminoso.
Terei ainda mais pesadelos.
Tristeza.
(Desobediente)
Menos um grama de farinha a desaparecer das prateleiras... criminoso. Antes fosse um flautista de Hamelin e possuisse a delicadeza da música que hipnotiza, para o lançar no Tamisa com toda a pompa e circunstância que os ratos merecem. Especialmente aqueles que são uns mentirosos de nariz empinado à Pinóquio.