26.3.07

L. não é sítio para se ficar... mas para onde viajar
agora? Uma porta abre-se... uma outra continua
fechada. O amor vence sempre e ainda resta
a luz do novo dia.
Os dias tornam-se longos, corpos pesados, mentes
moribundas... tudo se repete na miséria de não
ter um dia clarividente, uma visão que não ganha
asas, discíplos de um tempo parado.
(não há com quem falar...)
É preciso falar? Somos búzios sem som de mar,
só silêncio no oco sujo, nem vento, nem sopro
de vida... um barro escuro. A mesma luz
que nos ilumina é a mesma que nos ofusca.
(onde foi parar toda a gente?)
Este nada consome-nos e na porta para o quarto
acumulam-se trapos de uma outra estação que nunca
chega por ser longínqua de mais. Temos os pés
frios destas noites em que vemos fantasmas
e criamos espelhos da desgraça, heróis que
são fantasmas e clausuras que nos amassam
até ao fim do mundo.
Silêncio...