Islington. Sábado doido por passeios, por concertos
em centros comerciais, por refeições tradicionais de
países próximos e longínquos ao mesmo tempo.
Espero perto da estação por uma ideia angélica, salvadora,
na vagabundagem das montras e dos olhares perdidos
ao som de um violino em cadeira de rodas.
Sacas plásticas por todo o lado. Um concerto
de fila à porta... o vento arrasta palavras e desejos
por um outro dia mais atento. Este frio é do mar,
das conchas, das areias em remoinho
a desenharem estradas no molhado.
São quase 6h e um sotaque francês de riscas negras
instala-se no branco imaginário da minha
beatificada atmosfera. Quando me virei, passou.
Os tijolos quebraram-se no frio...